Descubra como a construção civil está se mobilizando na COP30 para liderar a transição climática rumo à neutralidade de carbono até 2050.
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) é o principal encontro anual da ONU sobre mudanças climáticas, reunindo representantes de governos, sociedade civil e setor produtivo de todo o mundo. Desde a sua primeira edição, em 1995, a COP tem sido palco de negociações globais para conter o avanço das emissões de gases de efeito estufa, promover a transição para uma economia de baixo carbono e garantir um futuro mais seguro para o planeta.
A COP30, que ocorre em Belém (PA) em 2025, reforça esse chamado global urgente: acelerar a transição climática com protagonismo dos países em desenvolvimento. Entre os setores estratégicos para atingir essa meta, a construção civil ganha destaque pela sua capacidade de influenciar emissões, promover eficiência e transformar cidades.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2022 o setor de edifícios e construção foi responsável por cerca de 37% da energia operacional global e das emissões de CO₂. Isso inclui tanto a energia usada na operação dos edifícios quanto os processos industriais e construtivos associados.
No Brasil, embora a matriz elétrica seja majoritariamente limpa, o setor da construção ainda contribui significativamente para as emissões, especialmente devido ao uso de materiais intensivos em carbono, como cimento e aço, além de práticas construtivas pouco eficientes. Por isso, é fundamental promover soluções que aliem desempenho, eficiência energética e baixo impacto ambiental.
Durante os debates da COP30, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem reforçado que a construção precisa ser tratada como parte da solução climática. Isso significa incorporar estratégias de descarbonização em toda a cadeia produtiva: do projeto ao uso dos edifícios.
No segundo dia do evento, o foco esteve em cidades sustentáveis e transição justa, reforçando a importância de projetos urbanos que promovam bem-estar, resiliência climática e inclusão social. Já no terceiro dia, foi destacada a urgência de políticas públicas integradas e soluções baseadas em evidências técnicas.
Neutralidade de carbono até 2050: um pacto setorial
Um dos avanços mais relevantes anunciados durante a COP30 foi a adesão da CBIC ao Pacto Setorial da Construção pela Neutralidade de Carbono até 2050. A iniciativa estabelece compromissos concretos para:
Reduzir emissões em obras e materiais;
Ampliar o uso de tecnologias limpas e simulações energéticas;
Incentivar certificações ambientais como LEED, EDGE e outras;
Fomentar a inovação e o financiamento verde.
Greenbuilding Brasil e a integração das agendas climáticas
Outro destaque relevante foi a participação da CBIC no Greenbuilding Brasil 2025. O evento mostrou que a integração entre construção verde, inovação tecnológica e transição climática é o caminho para cidades mais sustentáveis.
A atuação da Ares nessa agenda climática
Com expertise em simulação, desempenho e sustentabilidade, a Ares contribui com soluções técnicas que atendem às exigências da transição climática. Entre elas estão:
- Atendimento à NBR 15575, promovendo conforto e eficiência;
- Projetos com foco em eficiência energética e certificações ambientais;
- Apoio à descarbonização de empreendimentos desde o projeto.
Essas soluções não apenas alinham os empreendimentos às diretrizes da COP30, mas também agregam valor ambiental, regulatório e de mercado.
A COP30 confirma: o futuro da construção é verde, eficiente e responsável. Para empresas que desejam se manter relevantes e competitivas, alinhar-se às metas de descarbonização é uma necessidade estratégica.
Converse com nossos especialistas e saiba como alinhar seu projeto às metas climáticas da COP30.



